5 projetos criativos que querem mudar o mundo

Na semana passada aconteceu o Dia Internacional da Criatividade e Inovação. A data é celebrada em todo o mundo desde 2002 com o objetivo de encorajar empresários, organizações e pessoas comuns a pensarem em ideias para melhorar o planeta.

Conheça cinco iniciativas da África do Sul que usam a criatividade para solucionar problemas sociais.

Ruramai Musekiwa, fundadora do Sibahle, quer mudar a forma como vemos a África
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Sibahle

Ruramai Musekiwa se descreve como uma “feminista relutante”. A ilustradora baseada em Johannesburgo dedica sua carreira a mudar a forma como a África e, em particular, as mulheres africanas são vistas. O seu negócio social, Sibahle, usa diversos formatos criativos para celebrar a mulher africana. Eles produzem uma revista que revela diversos talentos do continente e também editam livros infantis e uma série de pôsteres que mostram mulheres negras inspiradoras.

Ela também lançou, recentemente, a Sibahle Women’s Network, “um espaço para o crescimento, troca, aprendizado e diversão entre mulheres africanas.”

Nthabiseng Letsoso acredita que a arte tem o poder de promover mudanças positivas
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After School Art Project

“A arte tem o poder de afetar as pessoas de uma forma positiva”, acredita Nthabiseng Letsotso, uma artista africana de Johannesburgo. Ela é fundadora do After School Art Project, um projeto de contraturno escolar em Soweto que ensina crianças a fazer arte a partir de materiais recicláveis. Eles usam o lixo ao seu redor para criar móveis, roupas de cama e peças de vestuário.

Letsotso fundou o negócio para oferecer às crianças de sua região um espaço seguro para ficarem após a escola e “não acabar com a turma errada”.

For Black Girls Only promove diversos encontros para mulheres negras
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For Black Girls Only

“A revolução será liderada por mulheres negras”, diz o logo da página do For Black Girls Only no Facebook. Fundada pela ativista LGBT Sivu Siwisa, a iniciativa é composta por uma série de eventos feito especificamente para mulheres negras. O projeto nasceu inspirado pela frustração de Siwisa pela “falta de espaços seguros para mulheres negras”.

Até o momento, o For Black Girls Only teve dois eventos: um em Johannesburgo e outro na Cidade do Cabo. Nestas ocasiões, as mulheres socializaram, trocaram livros, compraram e venderam produtos em estandes de outras mulheres e se divertiram.

Dillion Phiri, fundador do Creative Nestlings
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Creative Nestlings

Creative Nestlings (em português Ninhos Criativos) é um negócio social baseado na Cidade do Cabo que dá suporte a pessoas jovens e talentosas. Nas palavras de Dillion Phiri, fundador do negócio, a iniciativa funciona como “um trampolim que ajuda jovens criativos a se estabelecerem”.

O negócio promove regularmente eventos, nos quais são oferecidos conselhos e mentoria para empreendedores em potencial. Eles também são apresentados a pessoas cujos negócios já estão estabelecidos.

Um exemplo recente é o evento chamado “Como viajar influencia a criatividade”. Nele, um painel discutiu os benefícios de viajar e contou com Ferrari Sheppard (um crítico de arte norte-americano) e o empresário de turismo e vencedor de vários prêmios Charae Robinson. As discussões já envolveram, no passado, o músico Petite Noir e o famoso fotógrafo Gareth Pon.

A empresa ainda possui um serviço de assinatura. Por uma taxa fixa, os membros podem trabalhar no espaço da empresa e sediar eventos ali.

O criador do Township Film Festival, Daniel Thebe, desafia a indústria cinematográfica sul-africana
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Township Film Festival

“A indústria de filmes sul-africana é predominantemente branca e masculina”, afirma Daniel Thebe. “Não existem plataformas nas cidades sul-africanas para exibição de filmes produzidos localmente.” Em 2015, Thebe decidiu mudar isso.

Publicitário durante o dia, Thebe é o fundador do Township Film Festival, um festival de filmes que ocorrem em diferentes distritos e celebra as produções daqueles locais. O lançamento do festival aconteceu no ano passado e também contou com workshops de profissionais da indústria sobre roteiro e edição.

Thebe pretende levar o festival para diferentes regiões do país (a última edição ocorreu em Mofolo, Soweto) e espera que, assim, ajude aspirantes a cineastas a “contar histórias da África do Sul”.